quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Primeira Posição


http://www.ballet-pointe.com/Ballet-positions-ballet-terms.html
Fonte Imagem: ballet-point.com
Fácil, é só parar e abrir os pés como os palhacinhos de desenhos animados e por os braços como se estivesse segurando uma bola do Quico.
Mera ilusão...
Estou pra dizer que fazer uma primeira posição bem feita é até mais difícil que uma quinta posição.
Na quinta posição os calcanhares se seguram, se ajudam e por mais que não feche agora, com os tempos tende a melhorar.
Falando em primeira posição de pés, seria óbvio começar falando dos pés, rs, mas não iremos (a loka)!
Começaremos por cima:

-Pescoço alto, destacado do corpo e para cima, nada daqueles pescoços de tartaruga, pronunciados pra frente.
Imagine que alguém esta pondo um dedo na frente do seu nariz e se aproximando , enquanto você esta encolhendo a cabeça pra trás, para não ser tocada.
A linha do pescoço tem que ser reta continuando a coluna.

-Ombros rotacionados para trás encaixados, braços firmes, seja em preparatória ou em primeira posição (depende do método), sinta os músculos dos braços e de trás das costas endurecerem. Sinta uma dorzinha  embaixo da axila, uma resistência ali.

-Peito pra cima, bailarina tímida fica em casa! Você é uma princesa, uma camponesa escolhida pelo príncipe, um cisne enfeitiçado, uma rainha, uma fada, uma cigana ou seja, você é poderosa então se coloque de acordo.

-Fechar as costelas ou o externo: eu demorei anos pra realmente "sentir" que estava fechando as costelas propositalmente, por muito tempo eu apenas prendia a barriga pra dentro. Mas é mais que isso, é mais pra cima, é um "prender a barriga" logo abaixo dos seios, quando você consegue, percebe que a cintura afina, é impressionante!

Importante : Respire!! rsrs (sempre me esqueço desta parte)

-Precisamos também prender o abdominal pélvico. Que é aquela parte da barriga, abaixo do umbigo.
É daí que começa o en dehors !
Quando prendemos esta parte, elevamos a crista ilíaca (wtf?), que são aqueles ossinhos que ficam saltadinhos na frente, no início do quadril:

Quando você pensa em colocar esses ossinhos pra cima, automaticamente você sente o seu bumbum "prendendo"; sendo apertado na parte de baixo. 
Ou seja, quando ouvir aqueles gritos delicados de professores :- "Prende esse bumbum!!!! ou Encaixe esse quadril!!", ao invés de pensar em apenas apertar o bumbum, pense em começar a contração pela parte de baixo do bumbum, sentindo os ossinhos (crista ilíaca) subirem.
Falando de uma forma mecânica, isso facilita a rotação da cabeça do fêmur dentro do encaixe da bacia, fazendo sua coxa ficar en dehors.

A partir de uma coxa en dehors, aí vamos para os joelhos.
Tente mantê-los esticados ao máximo ( se você tem perna em X, falaremos disso em outro post), e rotacionados pra fora.

Importante : Respire!! rsrs

Só agora chegamos nos pés:

-O limite do en dehors dos pés é até onde a ponta do joelho acompanha no plié.
Não adianta virar o pé pra fora igual um curupira e quando fizer um plié, seu joelho apontar pra frente.
Isso vai fazer você torcer o joelho, provocando dores e lesões!! Cuidado!
Abra os pés nesse limite, com o tempo isso tende a abrir mais, a melhorar mais. É um processo lento e que exige persistência e força.

-Não se pode deixar o arco do pé cair pra dentro e pronar os dedinhos pro ar.

-Tem que pisar totalmente do lado de fora da planta do pé, os dedinhos precisam estar cravados no chão.

Importante : Respire!! rsrs

Então, este texto enooooooooorme apenas pra ficar parada em primeira posição por alguns segundinhos.
Fácil assim, rs!


segunda-feira, 3 de março de 2014

Elásticos e fitas - Truque!

Para quem quer valorizar o pouco colo de pé que tem, aqui vai um truque:



Quando for costurar a fita em sua sapatilha, coloque a fita que vai do lado de dentro do pé uns dois centímetros mais pra trás (pro lado do calcanhar) do que a fita de fora. Ao subir nas pontas vai parecer que você tem mais colo de pé do que se colocar os dois lados da fita na mesma direção.

Mas lembre-se: isso é apenas ilusório. Nada substitui os exercícios de alongamento (uso de chinerina/tablita, por exemplo) e fortalecimento para deixar seu pé mais delineado e bonito nas pontas.

;)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Elásticos e fitas - parte 2

Segue algumas dicas para costurar elástico e fitas nas sapatilhas de ponta!


Nota: essas dicas não são regras, isto é, você pode encontrar outras formas de costura que se adaptem melhor ao seu pé e/ou sapatilha.

Antes de costurar...

* Ao comprar suas sapatilhas, as fitas e elásticos geralmente já vem junto na caixa. Se não, não deixe de pedir ao atendente da loja.

* Corte a fita em quatro partes iguais (dobre o cumprimento ao meio e ao meio novamente) e, para evitar que desfie, queime as bordas com um isqueiro.

* Dobre a sola da sapatilha para dentro, como mostra a figura, e faça uma marca (no forro) dos dois lados.

* Passe o elástico ao redor do tornozelo (sem esticar) para determinar o tamanho necessário e corte dois pedaços iguais. Por precaução, corte com uma pequena "folga", pois não queremos que fique apertado demais -- vc pode cortar essa sobra depois de concluir a costura.

Costurando...

* As fitas devem ser costuradas nas marcas que vc fez ao dobrar o calcanhar da sapatilha. Vc pode costurá-las em um ângulo de 90º ou de 45º em relação ao calcanhar, tudo depende do seu colo de pé. Assim, costure uma das fitas, calce a sapatilha e "apoie" a ponta (como se fosse subir). Veja se a fita fica "sobrando" sobre seu colo de pé; se necessário, ajuste a costura. O ideal é que ela fique esticada quando vc estiver em ponta.

* O elástico deve ser costurado próximo à costura traseira da sapatilha. De preferência, costure uma das pontas do elástico, calce a sapatilha para medir o tamanho certo e o local mais confortável e marque no forro. Descalce e costure a outra ponta.

Relembre as dicas importantes do post anterior, que também valem para este caso.


No próximo post de "elásticos e fitas", um truque para quem quer valorizar o colo de pé.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Elásticos e fitas - parte 1

Como costurar fitas e elásticos em suas sapatilhas?
Segue algumas dicas para as sapatilhas de meia-ponta!


  • Um elástico:

Normalmente, sapatilhas que vem com um elástico, já vem costuradas. Basta calçar e, se necessário, ajustar para que não saia do pé.
Caso esteja descosturado: dobre o calcanhar da sapatilha para dentro, como mostra a figura abaixo. Marque com uma caneta (no forro da sapatilha). Costure uma das extremidades do elástico. Calce a sapatilha e passe o elástico sobre o colo do pé para verificar o tamanho necessário (deixe bem firme). Corte e costure a outra extremidade.

  • Dois elásticos:

Nesse caso, a costura é feita em "X". Geralmente vem com uma das extremidades do elástico já costurada.
 Calce a sapatilha, cruze o elástico para medir o tamanho e faça uma marcação (tanto no elástico, quanto no forro onde irá prendê-lo). Corte e costure a outra extremidade.
O local dessa costura varia muito de pé para pé; alguns preferem um "X" mais largo (o que segura mais o colo de pé), outros costuram os elásticos bem próximos (deixando mais colo à mostra). Em ambos, o importante é deixar bem firme.

Importante:

* Nunca use uma sapatilha com o elástico frouxo, pois pode sair do pé e causar acidentes. Muito apertado também não é bom, pois irá machucar a região do tornozelo. Encontre o "meio termo": justo o suficiente para não sair e não machucar.
* Pessoas com pés mais sensíveis costumam costurar os elásticos do lado de fora para evitar bolhas. Esteticamente, isso não é indicado. Se necessário, proteja o local da costura com esparadrapos.
* Antes de cortar o tamanho do elástico, lembre de deixar uma sobra de 1 cm para facilitar a costura. Essa sobra ficará para dentro, então não tem problemas. Se achar necessário, corte depois de costurar.
* Não costure nada em cima dos cordões (os "bigodinhos"), pois pode bloquear esse ajuste da sapatilha. Utilize a costura da bainha como guia, prendendo o elástico logo abaixo.
* Ao costurar, lembre-se de deixar a ponta do elástico virada para baixo, em direção à sola da sapatilha.

No próximo post de "Elásticos e fitas", falaremos sobre a costura em sapatilhas de ponta!
Até mais! ;)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Melhorando o Equilíbrio

Dançar exige mudanças rápidas no posicionamento do corpo, especialmente nos pés, joelhos, tronco, braços, cabeça... Assim, um bom Equilíbrio é necessário para realizar movimentos suaves e precisos.

A seguir temos alguns exercícios que podem ajudar a manter o centro de gravidade do corpo, enquanto procura-se minimizar a oscilação postural.


* Para começar, procure estar sempre próximo de um apoio (cadeira, mesa, barra), utilizando-o quando necessário para evitar quedas.


  • Transferências de peso
- Em posição paralela, transfira o peso do corpo para as pontas dos pés (sem subir na meia ponta) por 2t e passe para o calcanhar  (sem tirar os dedos do chão) por 2t. Durante a movimentação, procure um ponto fixo e concentre-se nele. Repita a série 8x.
- O próximo passo é ampliar o movimento, subindo na meia ponta quando o peso estiver nos dedos e transferindo para o calcanhar sem o apoio dos dedos no chão. Novamente, procure o ponto fixo e repita a serie 8x.
- Quando estiver seguro em relação às transferências de peso, tente realizar a serie de olhos fechados. Para ajudar, "tire uma foto" do seu ponto fixo e mentalize, concentre-se. É importante sentir o eixo do corpo, procurando seu centro de equilíbrio em cada passagem do exercício.

  • Relevé
- Comece pela posição paralela (6ª pos.). Plié, meia ponta (ainda com joelhos flexionados), estende, fica no equilíbrio por 8t e retorna para o plié. Repita mais 1x. Procure deixar os braços em posição preparatória. Se houver desequilíbrio, porém, utilize o apoio até achar novamente o eixo do corpo, centralize e solte.
- Assim como e exercício anterior, quando estiver seguro, tente realizar a movimentação de olhos fechados. Não esqueça o ponto fixo!
- Você também pode realizar essa movimentação em 2ª pos. paralela e en dehors, 1ª pos., 4ª pos. e 3ª/5ª pos.

  • Um apoio
- Sobre uma superfície estável (chão ou plataforma) e em posição paralela, fique com apenas um pé de apoio -- o outro pode estar no passé ou cou de pied. Distribua a peso por toda a planta do pé, depois tente passar para a ponta do pé (sem subir) e em seguida para o calcanhar, como no primeiro exercício sugerido.
- Ainda em posição paralela, passe para o elevé e mantenha por 8t. Repita 1x e depois tente em posição en dehors.
- Novamente, quando estiver seguro tente realizar a movimentação de olhos fechados e, sempre, lembre do ponto fixo.

  • Provocando instabilidade
*Esse exercício deve ser realizado após treinar os anteriores!

 - Numa superfície instável (prancha arredondada, disco, cama elástica), tente realizar os exercícios anteriores: comece achando o eixo com dois apoios, passe para o de relevé e, por fim, tente ficar com um apoio.
- Sempre que possível, evite apoiar-se e tente fechar os olhos. Não esqueça o ponto fixo e concentre-se, mais do que nunca, no centro do seu corpo. Mantenha a postura, pensando em se alongar para cima e para fora.


Em aula, lembre-se sempre de achar um ponto fixo e de retomar o equilíbrio a cada movimento realizado -- principalmente em adagios!

Bom treino!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Alongamento nas Férias

Acabaram-se os ensaios, o espetáculo de fim de ano e chegaram nossas tão merecidas férias!
1 mês pra descansar, relaxar, viajar e se recuperar de lesões.
Eis que as aulas voltam e você sente que esta mais enferrujado que prego velho.
Mal consegue tocar o chão com a ponta dos dedos se manter o joelho esticado?
Seu cambré é quase uma olhadadela pro teto?
E seu grand ecart? Falta uns 3 metros de altura entre você e o chão?
E suas piruetas? Eixo, equilíbrio e agilidade são itens que você não se lembra em que gaveta escondeu...

Sim sim, tudo isso e muito mais nos deixam quase a ponto de desistir depois do primeiro dia de volta as aulas.
O primeiro ponto: NÃO DESISTA, depois de umas 4 aulinhas, você já estará bem recuperado.
O segundo:
Que tal usar suas férias pra se aprimorar em algo legal que você costuma não ter tempo nos outros meses?
Todos nós sabemos que o ballet é a arte da insistência , então que tal escolher algo pra treinar nesse período?

Um pé mais alongado? Uma meia-ponta mais alta? Um grand-ecart zerado?

Uma boa técnica pra aprimoramento é a frequência (aliás, é a top).
São só uns minutinhos por dia:

Escolha um item que queira aprimorar, exemplo - Grand-ecart (ou, espacate):


Comece sua rotina de aquecimento pra evitar lesões.
Depois de aquecida, pegue papel, caneta , máquina fotográfica e um cronômetro.

  • Faça sua abertura, até onde for o seu limite, onde não sinta dores extremas, apenas um leve desconforto.
  • Peça que alguém fotografe.
  • Fique nesta posição por 15 segundos
  • Anote a data e o tempo.


-Dia 2 -20 seg
-Dia 3- 30 seg
-Dia 4- 30 seg
-Dia 5- 40 seg
-Dia 6- 40 seg
-Dia 7- 45 seg
-Dia 8- 45seg
-Dia 9- 1 min
-Dia 10- 1 min
-Dia 11- 1min e 5seg
-Dia 12- 1min e 5 seg
-Dia 13- 1min e 15 seg
-Dia 14- 1min e 15 seg
-Dia 15- 1min e 30 seg

  • Tire outra foto e compare com a primeira.

Se alguém quiser postar o resultado depois de 15 dias no facebook :
www.facebook.com.br/dicasparaballet

Dá pra fazer essas séries com grand-ecart, alongamento de colo de pé, alongamento de costas, de posterior.

Feliz ano novo e bom retorno!!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Entrando no Personagem

       Quando crianças o ballet é algo lúdico, se seguimos em frente, passamos para aulas técnicas, de formação, com foco no aprendizado, no desenvolvimento dos passos, na amplitude dos alongamentos, na execução de giros e etc.
Esses são itens do dia a dia de todo estudante de ballet, até que é chegada a hora das apresentações.

Adaptações de grandes repertórios ou criações de coreógrafos, não importa, o que importa é que um novo elemento será incluído; a ATUAÇÃO.
"Mas eu não faço teatro, não gosto de teatro, gosto de ballet."

Você pode sim, apenas dançar, executar passos técnicos se esta for sua vontade, mas o ballet em si, compreende muito mais.

O ballet é a arte de expressar emoções através da dança, de contar uma história sem palavras, apenas com o gestual e com os movimentos.
As vezes você enxerga bailarinos muito mais técnicos no corpo de baile do que o principal, porém o principal tem que (e os outros também), dar vida ao personagem, interpretá-lo, mostrar em suas expressões faciais e físicas o que esta sentindo ou acontecendo na cena.
Isso é fácil?
Não.
É dom?
Sim.
Se aprende?
Também.

O estudo das obras de ballet disponíveis é imprescindível quando se vai interpretar.
Se você esta dançando Giselle e é uma das camponesas da vila, sua postura deve ser recatada, sempre com o olhar baixo, porém feliz e alegre.

Se você for do corpo de baile das Willys, você é um fantasma atordoado, que morreu antes de se casar e teve uma decepção amorosa, você é um ser triste, frustrado, sofrido e isso tem que ser passado.


Se você esta dançando a Bela Adormecida por exemplo, é um ballet de realeza.
Até o corpo de ballet são parte da realeza, queixo alto e semblantes vivos.

Se for uma das fadas, delicadeza, suavidade e sorrisos ternos.


Dom Quixote é outro extremo. O sangue caliente do povo Espanhol, sempre festivo e alegre.
Homens galanteadores e mulheres lascivas.

Caras e bocas um pouco mais exageradas são permitidas, risos largos e audaciosos.

Os passos são bem demarcados e fortes.

La Bayadere já possui outro foco, a nobreza e a submissão dos escravos.
A nobreza sempre mais imponente.
Os escravos exibem todas as suas belezas, porém são subjugados.

Nikya, por exemplo é obrigada a dançar no noivado de seu amado com outra mulher. Toda a dor, vergonha e humilhação transparece em sua dança, até seu trágico fim.


No geral, a mensagem é a sempre a mesma, estude.
Procure referências dos personagens que vai interpretar. Assista os vídeos disponíveis e tire os detalhes dos trejeitos, das expressões,da potência ou delicadeza dos movimentos e com apoio de seu professor/coreografo vá montando sua atuação.

Outro ponto: não tenha vergonha.
Vergonha de sorrir e parecer bobo, vergonha de colocar o corpo de uma forma não tão usual, uma inclinação diferente da aula, mais ou menos exagerada.
Se for pedido que sorria nos ensaios, sorria. Pois você se acostuma e sai natural no dia.
O que muito acontece é as bailarinas começando a coreografia sorridente e 1-8 depois, estarem com cara de pastel e só lembrarem de sorrir na pose final.



E pra vocês, o que é mais difícil pra quando o assunto é entrar no personagem?

domingo, 25 de agosto de 2013

Sem medo!

Essa palavra não pode existir no vocabulário de nenhum bailarino! Por mais que esteja [sempre] presente, não diga nem a você mesmo que está com medo.

Medo de cair, de torcer, de exagerar, de machucar, de errar, de doer, de desapontar, de se frustrar, de sorrir... medo do medo.

* Se cair, aprenda como levantar.
* Machucar, torcer, doer, faz parte do caminho. Aprenda com isso.
* Mesmo que não saia perfeito, tente. Não deu certo? Insista. Quem observa reconhecerá seu esforço.
* Sorrir não custa nada e ainda transmite alegria para quem está ao seu redor. Comece a treinar em aula e encante nos palcos.
* Não tenha vergonha de "assumir o personagem". Suavidade, elegância, "carão", expressividade... Seu professor ficará agradecido.
* Encare os desafios. Toda boa oportunidade vem repleta deles!

Não deixe que o medo lhe impeça de continuar amando o ballet!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Depois da primeira ponta



Ok, a primeira ponta  esta inutilizável ! A sola já virou um chinelo, o cetim parece uma múmia de tantos fiapos soltos e vc sente todos os dedos no chão de tão pó que o gesso esta.
Gostei muito dessa ponta, então nada me impede de continuar com o mesmo modelo.
Duas coisas podem acontecer:
1- ok, essa ponta continua ótima.
2- mas é o mesmo modelo e esta horrível!!

Para o caso 2, o que pode ter acontecido:
Saibam que o pé se modifica com o tempo.
Surpresa?
Fica mais en dehor, mais alongado, pende mais pra fora do pé, mais pra dentro, mais pra frente.
Coreografias que são ensaiadas repetidas vezes por muito tempo, mudam o corpo todo, inclusive o pé.
Imagine-se dançando em um corpo de baila de um repertório qualquer. Você é a terceira da fila da direita e 85% das coisas que você faz são pra direita. Você ensaia exaustivamente durante 4-5 meses para se apresentar no fim do ano. Muito provavelmente todos esses passos que você vai executar para direita, renderão alguma melhora, alguma modificação e talvez algum vício.
Todos aqueles 1000 arabesques que você teve que fazer, até conseguir, até todos os outros integrantes conseguirem, até a coreografa achar que estava bom,  vai (provavelmente) melhorar o seu eixo, mudar a sua pisada e sua colocação do peso; consequentemente, alterará o formato da sua ponta. Porém como ela passou por todo o processo de aprendizado e adaptação com você, ela se tornou única e seu pé se tornou outro.
Agora a batalha em busca da ponta perfeita recomeça, como se estivesse escolhendo a primeira ponta novamente! É triste... porém agora você já conta com a experiência anterior para saber o que pega, o que machuca, o que funciona ou não.
Não lembra mais como escolher a primeira ponta? Dicas? Clique Aqui.
O ballet, infelizmente é uma atividade cara . Aulas, vestuário, transporte e principalmente sapatilhas de pontas. Não se encontra em SP, sapatilhas por menos de R$60,00. E Elas podem chegar a mais de R$400,00, quando são importadas.
O principal a se fazer é testar pontas novas, de marcas e modelos diferentes.
Uma hora você acha a sua preferida, que pode ser pra vida toda ou pode ser a preciso reiniciar a busca em algum momento por conta da modificação do pé.






quinta-feira, 18 de abril de 2013

Primeira Sapatilha de Ponta


Tantos modelos disponíveis, preços diferentes, marcas... O mercado de acessórios de ballet não é muito grande, mas já é o suficiente para nos tirar o sono, principalmente falando sobre pontas.

Vamos ao que interessa:

Primeira Ponta

Só, único e tão somente seu professor, poderá te dar o aval de que você esta preparado para comprar sua primeira ponta.
Nunca use uma ponta sem o conhecimento de seu professor,pois lesões seríssimas podem acontecer (não é brincadeira).
Na maioria dos casos, os professores costumam ter uma ponta preferida para o trabalho inicial ou indicar alguns modelos para que você compre na loja.
Caso deixe essa responsabilidade inteira com você, vá até uma loja e comece sua batalha de escolha.
Nunca compre sua primeira ponta pela internet ou por encomenda sem colocá-la no pé.
Nunca use uma ponta velha ou usada de uma amiga.
Pés possuem diferenças enormes por mais que pareçam iguais a olho nu.

Muitas coisas influenciam, como o comprimento dos dedos, a largura das joanetes, a largura do calcanhar, o tipo de colo de pé (ou a falta dele),  se a pisada é pronada ou supinada, se o tornozelo é alongado ou não e qual a força do estudante.


Tipos de dedos
Tipos de colo de pé (pé chato sem colo/ muito colo/ pé normal)

Prove a ponta com meia e ponteira.
Prove diversas ponteiras ( tecido, gel, silicone).

Quando calçar a ponta, tem que sobrar um pouco menos de 1cm de pano no calcanhar. Quando fizer meia ponta esse espaço se completa. Se não tiver essa sobrinha, além de doer o calcanhar, pode sair do pé na hora de dançar.
O uso das pontas é dolorido. Existe aquela dorzinha de trabalho muscular e a dor insuportável que te faz esquecer o próprio nome.
Subir nas pontas tem que ser aquela dorzinha suportável. Então sentir extremo desconforto não é "normal".
Prove vários modelos até encontrar a mais confortável.
Algumas pontas apertam demais os dedos, pois tem a caixa mais fina. A maioria das marcas possuem variação de largura da caixa(box).

É importante conseguir sentir os dedos independentes dentro da sapatilha e não um bloco dormente.
Algumas lojas não permitem que se "suba" nas pontas (ficar em pé na ponta), para não "quebrá-las" antes de comprar. Mas se for permitido, suba. Apoie-se e faça um relevé.
A sola a princípio vai estar firme e não vai permitir muita movimentação do pé. Mas o importante agora é sentir os dedos, se não estão super esmagados e se não esta saindo do pé no calcanhar ou apertada demais.

A gáspea (altura do decote na frente da sapatilha), pode ser em formato V ou U e pode ser bem cavada ou pouco cavada.

Quanto mais cavada, mais o colo de pé tende a ir para frente e ficar exposto. Se tiver muito colo de pé, cuidado com as muito cavadas, pois os dedos podem sair pra fora da sapatilha pela frente.
As que tem pouco decote ou nenhum, seguram o pé e o colo de pé no lugar. São indicadas para quem tem muito colo de pé, pouca força e pouco controle do tornozelo.

A sola das sapatilhas variam em três tipos: sola inteira, sola 3/4 e meia sola.
A solas inteiras são as mais comuns. O material da palmilha da sapatilha é resistente do começo ao final da sola.

Nas 3/4, a palmilha é flexível na região do calcanhar. São utilizadas quando:
Pouco colo de pé; pouco alongamento ou força de tornozelo (famoso "pé de periquito"). A palmilha mais curta diminui a área de apoio do calcanhar, o que empurra o arco do pé pra frente.
Atenção: para quem tem muito colo de pé, não é recomendada! É preciso ter um pé muuuuuuuuuito forte para conseguir segurar o pé sem perder o eixo ou, até mesmo, virá-lo.
Procure a orientação do seu professor.

Na meia sola, a palmilha termina no meio do pé. Visto que não há sustentação nem do calcanhar, nem do arco do pé, essa sapatilha não deve ser utilizada sem a recomendação do professor. É necessário ter muita força no tornozelo e no pé para que não ocorra nenhum acidente.

Dureza da sola: Algumas marcas possuem variações da dureza da sola (algumas para pronta entrega e outras só por encomenda).
As solas costumam variar entre super mole, mole, normal, reforçada e super reforçada.
Caso o professor não especifique nenhuma, procure pela normal.
Depois que utilizar a primeira ponta, terá mais entendimento do próprio pé para saber se precisa de uma sola mais dura ou mais mole.

Importante: A duração das pontas varia de estudante para estudante.
Algumas estragam em 2 meses e outras duram mais de 1 ano.
Isso é totalmente possível e não significa mal uso ou melhor uso.
A mesma série de fatores que diferenciam um pé de outro na compra da sapatilha, também diferenciam o seu desgaste.

Quando amarrar as fitas no tornozelo, lembre-se de esconder as pontinhas e o nó pra dentro. Nunca deixe um laço aparecendo. Pode se soltar, pode ser pisado e causar acidentes, além de ser esteticamente feio.
Lembre-se de esconder as "anteninhas" (aquele elástico que fica na volta da sapatilha), para dentro.


Sujou muito, use um paninho úmido , sem encharcar e esfregue delicadamente. Mas sem muita neura, sapatilhas de aula sujam mesmo, é normal.
Lembre-se de pedir fitas e elásticos para serem costurados em casa (algumas já vem costuradas de fábrica).

Prove vários modelos, algumas diferenças são enormes quando colocadas no pé.


Boa escolha!

terça-feira, 26 de março de 2013

Giros Descontrolados


Chaînés, Piqué en tournant , tours en l´air, fouettés e outros giros que normalmente são feitos sequenciais em diagonais ou manège, sempre são mais desafiadores quando feitos em maior quantidade.
1 piqué en tournant  - plié, ok.
1 piqué en tournant  - plié + 1 piqué en tournant  - plié,  ok
Agora : 1 piqué en tournant + 1 piqué en tournant  - plié + chassé + Chaîné,Chaîné,Chaîné,Chaîné , pose!

Hiiiii.... complicou....no meio você já perdeu a direção, os braços perderam o formato, a cabeça já não marca mais, a tontura inicia e a pose final é uma completa derrota....

Tudo isso pode ser melhorado com algumas dicas, mas a principal delas hoje é: Não SURTE!
Sério, não perca o controle, não deixe que o giro tome conta de você e  a tendência sempre é aumentarmos a velocidade! Parecemos peões loucos e desgovernados.
Por que? Isso é simples de se explicar com um pouquinho de física. Corpos em movimento acelerado tendem a manter a trajetória. Quanto mais lento o movimento, mais tempo para se pender para algum lado e cair. É quase um piloto automático : Aumentamos a velocidade para nos mantermos no movimento.
Poréeeeeeeeem, esta errado. Aumentar a velocidade sem controle, não significa êxito.
Velocidade tem a ver com agilidade controlada.
Então a dica de hoje é simples : Quando estiver perdendo o controle do giro e sentir que esta acelerando, DESACELERE!
Retome o controle da respiração, pense onde colocará o próximo pé (que indicará a direção), tente retomar a marcação de cabeça e contraia os músculos abdominais.

É isso por hoje! =)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Como se posicionar na Sala de Aula

Pode parecer bobagem ou exagero, mas não é.
Saber se posicionar na sala de aula, na barra, no centro, durante a execução de um exercício ou durante a explicação do professor é super importante.
Quem aqui já não passou pela chata situação de tentar executar uma sequência no centro e não conseguir ? Pois alguém entrou na sua frente, esbarrou em você e até pode ter te machucado; tudo porque você, ou ele ou ambos, não souberam dimensionar corretamente o espaço que iriam utilizar.
Existem situações complicadas, onde a quantidade de alunos é grande é a sala é pequena e vira um "dance se puder".
Mas em situações normais, sem superlotação, ainda sim é preciso ter atenção para se posicionar.
Vamos as dicas:

Na barra

-Durante a explicação do professor , não fique grudado, atrás dele, tentando copiar o exercício que você ainda não conhece por inteiro. Por 2 motivos: Primeiro que você pode estar atrapalhando a visão dos demais alunos  e segundo, que você pode errar a sequência que esta sendo exibida e tirar o foco dos outros alunos.
-Se o professor impor algum tipo de ordem no posicionamento da barra, seja por altura, idade, nível técnico etc, respeite a decisão dele; provavelmente será a forma em que ele melhor visualiza a turma para correção. 
-Cuidado redobrado nas sequências de grand battement! Meça até onde sua perna alcança e mantenha essa distância da pessoa da frente e de trás, se não for possível manter uma grande distância, mude a direção do corpo durante a execução, virando para fora da barra nos devant´s e virando o corpo para dentro da barra nos derrière .

No centro

-Durante a explicação do professor, afaste-se o máximo que puder, dando-lhe espaço para demostrar os movimentos. Não fique na frente dos outros alunos que estão aprendendo a sequência e não permaneça atrás da imagem do professor no espelho. 
-Procure preencher os espaços livres da sala, de forma intercalada, para melhor amplitude dos movimentos e não esbarre em ninguém.
-Não se apegue e nem se vicie em cantos e pontos específicos na sala. Em coreografias, você pode ser colocado em outra posição e isso te incomodará , lhe tirando a concentração.
-Varie sua posição na sala, para se tornar um bailarino de fácil adaptação.
-Não tenha medo de ficar na frente ou mais próximo do espelho. Aproveite enquanto é só um espelho, amanhã pode ser a platéia, acostume-se.
-Não encare o posicionamento no fundo como rebaixador. Pode ser que sua professora colocou outra colega na frente na hora do exercício pois precisa corrigi-la bem mais que você.
-Tente não ficar na frente de ninguém, pelo menos no início do exercício. Como vai terminar, vai depender da coreografia.
- Enquanto espera sua vez para executar uma sequência, aguarde em um local que não atrapalhe quem esta dançando.
-Mesmo que permitido pelo professor, procure não sentar no chão entre um exercício e outro. 
-Não fique se pendurando e encostando na barra.
-Não deixe perneiras, toalhas, malhas, pendurados na barra, além de não ser varal, não é legal ter que encostar em itens suados de outras pessoas.
-Não suje o chão com talco ou água, pode se tornar escorregadio e causar acidentes.




domingo, 3 de fevereiro de 2013

Suavidade nas Pontas



É normal que as aulas realizadas com sapatilhas de ponta sejam mais "sonoras", uma vez que o gesso em contato com o chão faz mais barulho do que o couro ou o tecido das sapatilhas de meia-ponta. Porém, é muito desagradável quando esse barulho é mais alto do que a música ou, até mesmo, a voz do(a) professor(a)... parece uma cavalaria em marcha!

Para realizar movimentos mais suaves nas pontas, é imprescindível passar pela meia-ponta! Tanto antes de subir nas pontas, quando antes de colocar o calcanhar no chão.

Passar pela "meia-ponta -> ponta" fortalece os dedos e evita os "pulinhos", os quais podem lesionar tornozelos e joelhos.

Passar pela "meia-ponta -> calcanhar" deixa o movimento mais controlado, o corpo continua alongando para cima, evitando o "desmoronamento" que faz um barulhão e acaba com a postura.

Pense em não fazer barulho, esse é a dica.
Você provavelmente realizará movimentos mais suaves.

Conhece mais alguma dica? Envie para a gente! ;)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quanto tempo leva...

OK, me matriculei no ballet essa semana. Quando começarei a fazer os tais 32 fouettés??



Se você já é aluno há pelo menos 1 ano, vai rir de uma pergunta como esta, caso esteja começando e tenha uma dúvida parecida a resposta vem abaixo:

Assim como um bebê, que aprende primeiro a ficar sentado, depois a engatinhar, depois fica em pé, depois a arriscar passos tímidos para então sair correndo, no ballet a evolução é a mesma.

Precisamos reaprender a parar em pé, adquirir a postura adequada, encaixar minimamente o quadril, abrir uma primeira posição en dehors, depois conseguir torná-la uma quinta posição satisfatória, aumentar a profundidade do plié, fazer um cou-de-pied  en dehors, que evoluirá para um passé en dehors alto (no mínimo na altura do joelho de base), depois muitos relevés, controlados na subida e na decida, então começamos os giros,1 pirueta, 2, 3... Soma-se força, agilidade, equilíbrio, coordenação.
Aí começamos uma segunda etapa, rond de jambes à terre, en l´air baixo, en l´air mais alto, en l´air 90°, en dehors e mais en dehors, sustentação de developpés e mais um tiquinho de en dehors,rs.

Agora juntamos essas 2 coisas e temos os ingredientes "básicos", pra fazer uma tentativa de 1 fouetté.
E isso, só contando com a parte inferior do corpo, nem entramos no mérito de tronco, braços e cabeças que são extremamente necessários.

Acho que já dá pra começar a fazer seus cálculos agora, baseado na sua performance atual de quando é que as coisas vão acontecer no seu estudo.

Esse post não é pra desestimular ninguém, mas para conscientizar.

O estudo do ballet clássico, é árduo, progressivo, construtivo e muitas vezes lento.
É um castelo de cartas, onde cada carta precisa ser estudada e meticulosamente colocada, para servir de base para o próximo andar. Colocou uma carta de qualquer jeito lá embaixo, os próximos andares serão instáveis e podem até desmoronar (leia, lesionar).

Alguns alunos (e até professores mal preparados), querem pular etapas do aprendizado, que são essenciais para a correta execução dos movimentos.

Aprender uma etapa corretamente, previne lesões, deixa o movimento mais limpo e mais bonito.
Aprender passos "de qualquer jeito", cria vícios difíceis de serem tirados depois.
Sem contar a possibilidade de lesões.

Por isso, respeite seus limites, seu corpo e as instruções dos seus professores.
O corpo precisa se moldar pra que as execuções saiam corretamente e isso leva tempo.
Não reclame das infinitas repetições do mesmo exercício, ele tem uma razão para estar sendo feito.
Pesquise aulas de academias renomadas no You Tube e verá grandes nomes da dança atual, fazendo aula na barra e vai se surpreender de ver muitos movimentos que você faz na sua aula. Pliés, grandpliés, relevés e todo o resto.



Tudo tem seu tempo.
No ballet, ele vai de 1 a 8 rs  ;)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Grand Plié


O Grand Plié é um movimento que exige muita força e trabalha o corpo todo, se realizado corretamente. A princípio, aprendemos que o grand plié é "flexionar" os joelhos sem arrebitar o "bumbum". Há, porém, muito mais técnica do que isso!

A primeira sensação que um bailarino deve ter ao executar um grand plié é a de alongamento do tronco. Inspire profundamente e então inicie o movimento, realizando uma força de oposição entre os pés, que pressionam o chão, e a parte superior do corpo, que continua a se alongar para cima.

É importante alinhar os músculos da perna, ou seja, colocar as coxas em en dehors tanto quanto os joelhos e os pés. Uma dica que ajuda muito é pensar em "empurrar" os joelhos para trás ao longo do movimento. Isso permite que tudo fique em uma só linha (quadril na mesma direção dos joelhos e dos pés), e que o pé fique grudado ao chão.

A propósito, todos os dedos do pé devem estar alongados no chão, principalmente o mindinho, que tem a tendência de sair do chão levando o peso do corpo para o dedão. Ao pronar o pé para frente, o quadril desloca para trás e causa uma torsão nos joelhos que pode ocasionar lesões!
(Atenção: quem tem o arco do pé baixo tem maior tendência a fazer isso!)

Inicia-se a flexão dos joelhos, mantendo o alinhamento da parte inferior e alongando a parte superior do corpo. Enquanto desce, lembre de fechar as costelas (alguns professores orientam como "estômago para dentro") e manter o quadril encaixado.

Até o demi plié os pés permanecem totalmente em contato com o chão. Passando essa fase, os calcanhares saem o menos possível do chão, proporcionando o alongamento das panturrilhas (Exceto o grand plié de 2ª posição, no qual os pés não podem desgrudar do chão!).

O grand plié passa pelo demi plié, mas é um movimento só, não deve mostrar as "fases". Realize de forma continuada, suave.

Quando o quadril quiser começar a se desalinhar dos joelhos e dos pés é o seu limite e, então, deve iniciar a "subida". O tamanho do grand plié é diferente conforme o tipo físico do bailarino.

Quando "passamos do ponto" é muito evidente. Na imagem abaixo, por exemplo, a bailarina de collant vinho está alinhada e a bailarina à sua frente, de collant preto, já desceu mais do que deveria, visto o quadril para trás da linha dos joelhos e pés. Quando "sentamos" dessa forma, o grand plié perde a eficiência.


Para evitar passar do ponto:
- considere que o grand plié de 2ª posição não deve ultrapassar o ângulo de 90° dos joelhos;
- no grand plie de 4ª posição, desça o eixo do corpo entre as pernas (se começar a transferir para frente ou trás, está errado); 
- nas demais posições (1ª, 3ª e 5ª), pense em descer o eixo do corpo em cima dos dois pés, como se fosse sentar nos calcanhares -- se o peso cair para trás, já passou do ponto!

Na subida, deve-se colocar os calcanhares o mais rápido possível no chão, sem com isso alterar o ritmo do movimento. Novamente há uma força de oposição, os pés empurrando o chão e o corpo alongando para cima. Esforce-se também na força de retenção, como se quisesse permanecer no grand plié, apesar do movimento te puxar para cima.

O movimento dos braços varia de acordo com o exercício proposto. De qualquer forma, pense em manter os ombros para baixo e alinhados.

A cabeça deve acompanhar a trajetória da mão. Com isso, os músculos do pescoço são trabalhados, tirando dele a tensão e suavizando o movimento.

Atente para a respiração: inspira-se no início, quando o corpo está alongando, e expira-se durante o exercício. Isso ajuda, inclusive, a contrair o abdômen, o qual, por sua vez, sustenta as costas e mantém a postura correta.


Conhece mais alguma dica? Envie para a gente!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Bailarina(o) não fala!


Bailarina(o) não fala!

Quem já ouviu isso?

A arte do ballet se resume a dança e representações mímicas durante o espetáculo em cena, é verdade.

Mas o assunto a ser abordado aqui hoje será outro.

Trataremos de humildade e respeito ao professor.

Faça o primeiro grandplié quem aqui nunca ouviu ou proferiu frases em suas aulas/ensaios como:

  • -Professora, isso é muito difícil, muda o exercício.
  • -Esse exercício é chato.
  • -Na outra escola eu fazia assado e não assim.
  • -Antes a coreografia era pra direita, porque mudou pra esquerda? Eu preferia pra direita.
  • -Por que fulano esta dançando lá na frente?
  • -Eu errei, porque na hora eu olhei fulana, ai então pensei bla bla bla.
  • -Há isso eu faço assim, porque eu tenho o ligamento curto, então não consigo bla bla bla.


Enfim, questionamentos sobre as decisões da coreografia, desculpas esfarrapadas pelos erros que cometemos, quando somos corrigidos, reclamações sobre o exercício proposto...

Enquanto alunos, precisamos aprender a escutar e seguir comandos sem questionar muito ou dar desculpas.

Os alunos podem (e devem) perguntar sempre quando tiverem dúvidas sobre a execução de algum exercício ou sequência,  é uma situação diferente.

Se o professor chama sua atenção durante um exercício: "Fulano, cuidado com os joelhos no grandplié, lembre-se de abrí-los sempre pra não forçar a patela"; e o aluno responde: - "Sabe, é que meu pé prona pra frente e ai meu joelho fecha e bla bla bla!".
Agora respondam: Do que essas desculpas mudam o fato do aluno ter executado o exercício errado?
O professor esta orientando, chamando atenção para a maneira correta que se deve fazer,para que melhore, para que não se machuque.
Apenas ouça a orientação passada e atente-se na próxima vez que fizer.
Isso economiza tempo e desgaste da situação, tornando a aula mais produtiva, sem perder o foco.

Caso você ouça algo que não concorde, questione, tire dúvidas, isso é diferente de dar desculpas.

Temos sempre essa eterna necessidade de não falhar, de não aceitarmos nossos erros, de nos sentirmos diminuídos quando somos corrigidos e as vezes precisamos dar desculpas pra amenizar este sentimento.

Por mais que dancemos de queixo erguido, o aprendizado do ballet precisa de muita humildade do aluno para que ele possa evoluir.

E devemos saber ouvir nossos amigos também.
As vezes, algum companheiro de coreografia te corrige, ou te dá alguma dica e por orgulho as vezes não queremos ouví-lo, com pensamentos de "ele não é professor, quem é ele pra me corrigir?"; e perdemos dicas valiosas por causa desta postura.

O ballet é a arte de superar limites e procurar pela perfeição, então toda ajuda tem que ser bem vinda, toda correção deve ser escutada e avaliada. Ninguém chega lá sozinho ; ).




Respeito em primeiro lugar, sempre.

Grande beijo!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Rond de jambe en l'air - Dicas

Rond de jambe en l'air 



Quando iniciamos o rond de jambe en l'air na barra, nos preocupamos com o en dehors da perna, manter as costas retas e dinâmica. Na maioria das vezes, fazemos uma força sobre-humana para permanecermos em pé, encaixadas, sem rebolar . Com o tempo o movimento parece começar a ganhar forma e ser menos impossível; aí seu professor decide que isso será feito no centro e a sensação de mal conseguir se manter em pé, retorna.

A perna não sobre, o quadril desencaixa, a perna que esta no ar pesa para baixo, a perna de base afrouxa, o pé prona e fraqueja. Enfim, o caos se instala.

Vamos as dicas para tornar esse passo menos sacrificante:

- O segredo todo esta no tronco, não nas pernas. O tronco deve se manter rígido, inanimado como uma pedra, estômago contraído, peito aberto e braços na segunda posição (na maioria das vezes). Da cintura para cima, prenda e endureça cada músculo que conseguir sentir sob seu domínio. É esse tronco super firme que irá segurar o quadril no lugar e manter o eixo de equilíbrio.

- Rapidez e agilidade no movimento. Se for apenas um exercício no centro, provavelmente ele vai partir de quinta ou primeira posição dos pés. A perna que for fazer o rond, mesmo que for num adagio, deve subir rápido para a posição em que o rond for ser executado, seja 45° ou 90° graus. Subir a perna lentamente, exige muito mais força, tanto na subida , quanto para mantê-la na altura. Não é para chutar a perna no ar,  mas a agilidade na subida, da impulso e diminui o peso. Mantenha a perna esticada e firme, desde sua saída do chão, salvo se o exercício partir de developpé e não de relevelan. 

- Perna e pé de base. Esses dois devem estar tão firmes quanto o tronco. Empurre o chão com força. 
Além de manter o quadril no lugar, também faz com que a coluna permaneça ereta. 
O pé de base, precisa esta en dehors, maaaaaaas não se apeguem demais a isso , tentar deixar o pé de base muito en dehors, fazendo exercício no centro, exige um quadril muito en dehors, exige pernas inteiramente en dehors, ou seja, precisa ter um físico muito preparado para isso, caso contrário, se apenas o pé estiver super aberto e o resto não, o pé não suporta, o joelho de base afrouxa, o pé prona ou bambeia e lá se vai todo seu esforço de equilíbrio por água abaixo. 
Não, não significa que devemos manter o pé de base paralelo ou em sexta posição, mas que devemos respeitar o nosso corpo, e o limite do en dehors do pé, até aonde ele ainda tem força para se manter bem estável e preso ao chão. Devemos buscar sempre pés , pernas e quadris, o mais en dehors possível, e isso vem com trabalho e esforço. Então só nessa hora, permita-se um pé de base um tiquinho de nada mais fechadinho.

Conhece mais alguma dica?? Mande para nós!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Alongamento da Lombar

Um dia muito estressante, excesso de exercícios ou um simples "mau jeito" podem causar dores lombares. Para aliviar, nada melhor do que um alongamento (com exceção de casos mais severos).

Antes das sugestões de exercícios, um aviso importante:
Ao alongar a lombar, projetando o corpo para frente, é comum curvar das costas, pois faz com que se alongue ainda mais os músculos da coluna, porém isso pode ser perigoso.
Curvar a coluna comprime o disco que fica entre as vértebras, favorecendo o surgimento de uma hérnia ou protrusão desse disco. O alongamento para frente mantendo a coluna reta, por outro lado, diminui a intensidade nos músculos da coluna, aumentando o alongamento da musculatura posterior da coxa e das pernas, mas protege mais a nossa coluna.
Decidir qual realizar vai depender das condições individuais de cada um (ex: pessoas com falta de flexibilidade na região de trás das coxas e pernas, compensam curvando a coluna naturalmente, e assim “alcançam mais longe”). Porém, para pessoas que tenham histórico de hérnias, recomenda-se somente o alongamento com a coluna reta, apesar de não ser tão eficaz.

Empurrando o umbigo para baixo e quadril encaixado, esticar o corpo.
Com "perna de borboletinha", encaixar o quadril e empurrar o umbigo para baixo.
Mantendo o umbigo para baixo e quadril encaixado, abraçar uma perna (também pode abraçar as duas ao mesmo tempo, mas é mais difícil de controlar a curvatura das costas).
"Bolinha" - contração do abdome, puxando as pernas ao encontro da cabeça.
Sentado, projetar o corpo à frente. A posição das pernas deve ser a mais confortável, podendo ser cruzadas, de "borboletinha" ou até esticadas (joelhos levemente flexionados). Esse exercício também pode ser feito sentado em uma cadeira.
Em pé, com joelhos levemente flexionados. Nesse caso, as costas estão curvadas, mas também é possível realizar esse exercício com a coluna reta.
Apoiando as mãos em alguma superfície e manter a inclinação em 90º , com o quadril encaixado. Essa posição também é conhecida como "mesinha".


Conhece mais alguma dica? Envie!