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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Elásticos e fitas - parte 2

Segue algumas dicas para costurar elástico e fitas nas sapatilhas de ponta!


Nota: essas dicas não são regras, isto é, você pode encontrar outras formas de costura que se adaptem melhor ao seu pé e/ou sapatilha.

Antes de costurar...

* Ao comprar suas sapatilhas, as fitas e elásticos geralmente já vem junto na caixa. Se não, não deixe de pedir ao atendente da loja.

* Corte a fita em quatro partes iguais (dobre o cumprimento ao meio e ao meio novamente) e, para evitar que desfie, queime as bordas com um isqueiro.

* Dobre a sola da sapatilha para dentro, como mostra a figura, e faça uma marca (no forro) dos dois lados.

* Passe o elástico ao redor do tornozelo (sem esticar) para determinar o tamanho necessário e corte dois pedaços iguais. Por precaução, corte com uma pequena "folga", pois não queremos que fique apertado demais -- vc pode cortar essa sobra depois de concluir a costura.

Costurando...

* As fitas devem ser costuradas nas marcas que vc fez ao dobrar o calcanhar da sapatilha. Vc pode costurá-las em um ângulo de 90º ou de 45º em relação ao calcanhar, tudo depende do seu colo de pé. Assim, costure uma das fitas, calce a sapatilha e "apoie" a ponta (como se fosse subir). Veja se a fita fica "sobrando" sobre seu colo de pé; se necessário, ajuste a costura. O ideal é que ela fique esticada quando vc estiver em ponta.

* O elástico deve ser costurado próximo à costura traseira da sapatilha. De preferência, costure uma das pontas do elástico, calce a sapatilha para medir o tamanho certo e o local mais confortável e marque no forro. Descalce e costure a outra ponta.

Relembre as dicas importantes do post anterior, que também valem para este caso.


No próximo post de "elásticos e fitas", um truque para quem quer valorizar o colo de pé.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Depois da primeira ponta



Ok, a primeira ponta  esta inutilizável ! A sola já virou um chinelo, o cetim parece uma múmia de tantos fiapos soltos e vc sente todos os dedos no chão de tão pó que o gesso esta.
Gostei muito dessa ponta, então nada me impede de continuar com o mesmo modelo.
Duas coisas podem acontecer:
1- ok, essa ponta continua ótima.
2- mas é o mesmo modelo e esta horrível!!

Para o caso 2, o que pode ter acontecido:
Saibam que o pé se modifica com o tempo.
Surpresa?
Fica mais en dehor, mais alongado, pende mais pra fora do pé, mais pra dentro, mais pra frente.
Coreografias que são ensaiadas repetidas vezes por muito tempo, mudam o corpo todo, inclusive o pé.
Imagine-se dançando em um corpo de baila de um repertório qualquer. Você é a terceira da fila da direita e 85% das coisas que você faz são pra direita. Você ensaia exaustivamente durante 4-5 meses para se apresentar no fim do ano. Muito provavelmente todos esses passos que você vai executar para direita, renderão alguma melhora, alguma modificação e talvez algum vício.
Todos aqueles 1000 arabesques que você teve que fazer, até conseguir, até todos os outros integrantes conseguirem, até a coreografa achar que estava bom,  vai (provavelmente) melhorar o seu eixo, mudar a sua pisada e sua colocação do peso; consequentemente, alterará o formato da sua ponta. Porém como ela passou por todo o processo de aprendizado e adaptação com você, ela se tornou única e seu pé se tornou outro.
Agora a batalha em busca da ponta perfeita recomeça, como se estivesse escolhendo a primeira ponta novamente! É triste... porém agora você já conta com a experiência anterior para saber o que pega, o que machuca, o que funciona ou não.
Não lembra mais como escolher a primeira ponta? Dicas? Clique Aqui.
O ballet, infelizmente é uma atividade cara . Aulas, vestuário, transporte e principalmente sapatilhas de pontas. Não se encontra em SP, sapatilhas por menos de R$60,00. E Elas podem chegar a mais de R$400,00, quando são importadas.
O principal a se fazer é testar pontas novas, de marcas e modelos diferentes.
Uma hora você acha a sua preferida, que pode ser pra vida toda ou pode ser a preciso reiniciar a busca em algum momento por conta da modificação do pé.






quinta-feira, 18 de abril de 2013

Primeira Sapatilha de Ponta


Tantos modelos disponíveis, preços diferentes, marcas... O mercado de acessórios de ballet não é muito grande, mas já é o suficiente para nos tirar o sono, principalmente falando sobre pontas.

Vamos ao que interessa:

Primeira Ponta

Só, único e tão somente seu professor, poderá te dar o aval de que você esta preparado para comprar sua primeira ponta.
Nunca use uma ponta sem o conhecimento de seu professor,pois lesões seríssimas podem acontecer (não é brincadeira).
Na maioria dos casos, os professores costumam ter uma ponta preferida para o trabalho inicial ou indicar alguns modelos para que você compre na loja.
Caso deixe essa responsabilidade inteira com você, vá até uma loja e comece sua batalha de escolha.
Nunca compre sua primeira ponta pela internet ou por encomenda sem colocá-la no pé.
Nunca use uma ponta velha ou usada de uma amiga.
Pés possuem diferenças enormes por mais que pareçam iguais a olho nu.

Muitas coisas influenciam, como o comprimento dos dedos, a largura das joanetes, a largura do calcanhar, o tipo de colo de pé (ou a falta dele),  se a pisada é pronada ou supinada, se o tornozelo é alongado ou não e qual a força do estudante.


Tipos de dedos
Tipos de colo de pé (pé chato sem colo/ muito colo/ pé normal)

Prove a ponta com meia e ponteira.
Prove diversas ponteiras ( tecido, gel, silicone).

Quando calçar a ponta, tem que sobrar um pouco menos de 1cm de pano no calcanhar. Quando fizer meia ponta esse espaço se completa. Se não tiver essa sobrinha, além de doer o calcanhar, pode sair do pé na hora de dançar.
O uso das pontas é dolorido. Existe aquela dorzinha de trabalho muscular e a dor insuportável que te faz esquecer o próprio nome.
Subir nas pontas tem que ser aquela dorzinha suportável. Então sentir extremo desconforto não é "normal".
Prove vários modelos até encontrar a mais confortável.
Algumas pontas apertam demais os dedos, pois tem a caixa mais fina. A maioria das marcas possuem variação de largura da caixa(box).

É importante conseguir sentir os dedos independentes dentro da sapatilha e não um bloco dormente.
Algumas lojas não permitem que se "suba" nas pontas (ficar em pé na ponta), para não "quebrá-las" antes de comprar. Mas se for permitido, suba. Apoie-se e faça um relevé.
A sola a princípio vai estar firme e não vai permitir muita movimentação do pé. Mas o importante agora é sentir os dedos, se não estão super esmagados e se não esta saindo do pé no calcanhar ou apertada demais.

A gáspea (altura do decote na frente da sapatilha), pode ser em formato V ou U e pode ser bem cavada ou pouco cavada.

Quanto mais cavada, mais o colo de pé tende a ir para frente e ficar exposto. Se tiver muito colo de pé, cuidado com as muito cavadas, pois os dedos podem sair pra fora da sapatilha pela frente.
As que tem pouco decote ou nenhum, seguram o pé e o colo de pé no lugar. São indicadas para quem tem muito colo de pé, pouca força e pouco controle do tornozelo.

A sola das sapatilhas variam em três tipos: sola inteira, sola 3/4 e meia sola.
A solas inteiras são as mais comuns. O material da palmilha da sapatilha é resistente do começo ao final da sola.

Nas 3/4, a palmilha é flexível na região do calcanhar. São utilizadas quando:
Pouco colo de pé; pouco alongamento ou força de tornozelo (famoso "pé de periquito"). A palmilha mais curta diminui a área de apoio do calcanhar, o que empurra o arco do pé pra frente.
Atenção: para quem tem muito colo de pé, não é recomendada! É preciso ter um pé muuuuuuuuuito forte para conseguir segurar o pé sem perder o eixo ou, até mesmo, virá-lo.
Procure a orientação do seu professor.

Na meia sola, a palmilha termina no meio do pé. Visto que não há sustentação nem do calcanhar, nem do arco do pé, essa sapatilha não deve ser utilizada sem a recomendação do professor. É necessário ter muita força no tornozelo e no pé para que não ocorra nenhum acidente.

Dureza da sola: Algumas marcas possuem variações da dureza da sola (algumas para pronta entrega e outras só por encomenda).
As solas costumam variar entre super mole, mole, normal, reforçada e super reforçada.
Caso o professor não especifique nenhuma, procure pela normal.
Depois que utilizar a primeira ponta, terá mais entendimento do próprio pé para saber se precisa de uma sola mais dura ou mais mole.

Importante: A duração das pontas varia de estudante para estudante.
Algumas estragam em 2 meses e outras duram mais de 1 ano.
Isso é totalmente possível e não significa mal uso ou melhor uso.
A mesma série de fatores que diferenciam um pé de outro na compra da sapatilha, também diferenciam o seu desgaste.

Quando amarrar as fitas no tornozelo, lembre-se de esconder as pontinhas e o nó pra dentro. Nunca deixe um laço aparecendo. Pode se soltar, pode ser pisado e causar acidentes, além de ser esteticamente feio.
Lembre-se de esconder as "anteninhas" (aquele elástico que fica na volta da sapatilha), para dentro.


Sujou muito, use um paninho úmido , sem encharcar e esfregue delicadamente. Mas sem muita neura, sapatilhas de aula sujam mesmo, é normal.
Lembre-se de pedir fitas e elásticos para serem costurados em casa (algumas já vem costuradas de fábrica).

Prove vários modelos, algumas diferenças são enormes quando colocadas no pé.


Boa escolha!